terça-feira, 29 de maio de 2012

E hoje já não sei ao certo...



E hoje já não sei ao certo o que antes era prioridade. Tanto faz ou tanto fez. Já não tenho mais medo do que possa vir pela frente, e muito menos do que está ficando para trás. Metas inalcançáveis e sonhos inabaláveis. Se não confia em si mesmo, em quem deveria confiar? Entregou-se. Entregou-se mais do que deveria. Não por opção, e sim por consequência. Não o culpo, simplesmente aconteceu. Minha vulnerabilidade tornava-se estonteante diante de você, e então me remeti sem ao menos ter um destinatário. Desde então me restrinjo a um singular de plural, a textos clichês, e a você. 

Otávio Augusto Firmino Tavares
Lagoa da Prata - Minas Gerais - Brasil

O café esfriava...



O café esfriava, assim como seus sentimentos. Nada mais fazia sentido, desde as mais devaneias memórias até aos mais subjetivos atos. Pessoas que antes lhe eram da maior importância, hoje só se importam com elas mesmas. Creio eu, no meu ápice de loucura, que não consigo diferenciar o que antes valia a pena do que hoje faz por merecer. Ao certo nada se torna mais importante que o agora. Nada mais importa. Se é que um dia importou.
Sou figurante da minha própria vida, ou existência. Pois já não sei se estou vivendo ou existindo. Quem sabe? Quem se importa? Motivos? Nenhum. Felicidade? A gente se esforça para consegui-la. Você? Por enquanto apenas nos meus sonhos.
Ah, a loucura esta tomando conta de mim. E sabe? Não estou lutando contra ela. E que venha. Se for para ser, será. Pois o que um dia se foi, nunca voltará. 

Otávio Augusto Firmino Tavares
Lagoa da Prata - Minas Gerais - Brasil

E então fazia frio lá fora...



E então fazia frio lá fora, mas não tão frio quanto aqui dentro do peito. E me disseram que a função do coração era bombear sangue... então mentiram. 
Desde pequenos somos destinados a sofrer por pessoas que não sabem retribuir o mínimo de afeto possível, pessoas que não dariam a cara a bater, ou um ombro para nos sustentar nos dias em que sentimos o peso do mundo sobre nossas costas. Desabamos, levantamos e continuamos. Nunca inteiros, sempre quebrados... às vezes, apenas o que restou de toda aquela desilusão amorosa. 
A criança cresceu, amou e sofreu. Parou de sonhar com um mundo onde todos amavam e enfrentou a realidade. Logo de início estapearam sua cara e lhe mostraram que não existiam contos de fadas, nem finais felizes. Apenas finais. Sempre finais.
“Criança, não chora, por favor...” dizia aquele que o fazia sofrer. Sem nem perceber, pequenos gestos faziam grandes saudações... Será que realmente alguém se importava com ele? Ou seria, sobretudo, uma pergunta rotineira, que se faz todo dia com qualquer um com quem ele converse? E quando percebeu já estava amando... DROGA. Não, não amava esta pessoa por ela ser perfeita. Não, ela não era perfeita. E isso que fazia tudo valer a pena. Amor... mais uma vez amor?
Apaixonando-me pelas suas qualidades e me identificando com os seus defeitos. Era assim, a cada atitude dele. A cada sorriso... ah... o seu sorriso. E então começou nossa história. A sua história, a minha história. Um singular de plural. 
Debruçado sobre as lágrimas que deixam meu travesseiro úmido penso em lhe escrever tudo que penso a seu respeito. Mas você se tornou tudo para mim, e seria impossível descrever tudo que sinto quando o vejo.
Aquelas borboletas que em meu estômago habitam, tornaram-se pássaros... e estão me machucando. Você me machuca quando está triste, me faz bem quando está feliz, ou pelo simples motivo de existir e de me desejar bom dia. 
Estes foram meus rabiscos da madrugada. Singelos rabiscos direcionados ao meu motivo de viver. Ao motivo da minha alegria, o motivo do meu sorriso, o motivo de tudo estar como está, e eu estar adorando viver cada dia. 
E só lhe peço uma coisa... seja forte, seja você, seja único. Continue assim. E não se esqueça de mim...
Obrigado por existir!

Otávio Augusto Firmino Tavares
Lagoa da Prata - Minas Gerais - Brasil

domingo, 27 de maio de 2012

Caminhei Muito...



Caminhei muito...
Caminhei por estradas que se perdiam em inúmeras curvas,
Atravessavam montanhas, vales e rios
Almejando um horizonte distante e difuso...

Andei muito...
Tantas vezes meus pés cansados pediram repouso,
Meu olhar triste suplicou companhia,
Meu corpo exausto desejou serenidade...

Eu quis parar...
Muitas vezes desistir!
A alma já não aguentava a dor do coração;
O coração já não suportava a dor da alma.

Mas não parei!
Nunca parei...
Caminhei muito.
Andei muito.

Vi o dia morrer e a noite nascer,
Ouvi o pio da coruja e o canto do bem-te-vi,
Molhei os pés no riacho
E levantei os olhos em busca do horizonte.

Nilson Antônio da Silva

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Era Tarde...



Era tarde...
Já não havia mais nada a dizer...
Nada mais a fazer...
Apenas era muito tarde...

Não vi o tempo chegar.
Mas ele chegou...
Não vi a vida passar.
Mas ela passou...

Chegaste sem fazer barulho.
Permaneceste abalando o universo.
Partiste enquanto soluços povoavam o ar.
Levaste contigo pedaços de minha alma.

É tarde...
O que vou dizer, se o silêncio vence as palavras?
O que vou fazer, se a vida perdeu-se em si mesma?
Sei apenas que é tarde...

Nilson Antônio da Silva
Santo Antônio do Monte-MG, 19 de Maio de 2012

terça-feira, 15 de maio de 2012

Tenho Medo...



Tenho medo de mim mesmo...
Tenho medo do que não sou capaz de ser...
Tenho medo do que não sou capaz de fazer...
Tenho medo dos meus sentimentos...

Nilson Antônio da Silva
Santo Antônio do Monte-MG, 12 de Maio de 2012