Não
deixe jamais que minhas mãos se cansem das palavras,
Não
permita nunca que elas fujam de mim.
Que
o silêncio de um nada seja uma sonora inspiração
Que
eu consiga sempre unir letras em palavras, e que essas, venham do coração.
Não
permita, ó Grande Criador, que a arte da poesia se evacue pelas minhas veias
sem antes deixar ao mundo um sentido de querer viver.
Que
o tempo corrido não seja barreira para que minhas mãos não se encontrem com a
imaginação, o lápis e o papel.
Que
essas pobres mãos que não moldam, não plantam, não pintam e nem tecem consigam
buscar no mundo existente as coisas que não existem, e que essas, falem ao
coração.
Que
meus lábios tenham a si o néctar de Adélia.
Que
meu paladar se embriague de Lucinda e Vinícius.
Quero
sentir a tonteira à Lispector e arrotar Assis por toda a noite.
Experimentar
esses vinhos, comer essas carnes... Saborear poesia.
Em
uma divina festa, onde servirão versos e estrofes como prato principal.
Não
faltarão de forma alguma, canções que entoem minha poética, e que essa, celebre
o coração.
Que
ao cair da noite minha alma se prepare para o sono ensaiando sonetos às
estrelas,
Atraindo
assim, cometas e quasares!
Que
ao despertar, nasça juntamente com o sol, as palavras e os fonemas de um dia
bom.
Junto
aos pássaros o meu dom gorjeará assobios a uma nova poesia. Sim... uma nova
poesia.
Uma
poesia cantada, e que essa, embale o coração.
Te
peço por fim bondoso Pai, não afaste de mim essa alquimia, essa fonte de força,
este suprimento de vida, esta razão de persistir que se chama “Poesia”.
Dá-me
o caminho e eu percorrerei, dá-me papel e escreverei, inspire-me e poetizarei
em versos o que a vida conta em prosa.
Que
seus anjos me guardem da tentação de deixar de amar, pois assim, não seria mais
eu, um poeta. Que suas bênçãos sejam palavras novas que enriqueçam meu
vocabulário e que minha missão seja defender esse gênero de texto divino e
real.
Se
tu permites que eu poetise, então poetisarei. Não me retire jamais esse dom.
Para que as flores sejam jardim, o sol seja renascimento, os sentimentos sejam
hemácias de um sangue que leva em seu D.N.A rimas de geração a geração, eu
preciso de uma alma poética. Alma que um dia repousará em ti ò jubiloso
pedestal, como um livro que espera ser lido.
Então
leia-me, me folhei e recite-me, pois sou poesia pura da mais pura poesia, e
quero eternamente poetisar... Amém.
Bruno Rodrigo Pinheiro Ramos
Divinópolis - Minas Gerais - Brasil


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