sábado, 24 de agosto de 2013

E de repente...


E de repente,
como disse o poeta "não mais que de repente",
bate aquela saudade dolorida,
que vem vindo devagarzinho e
vai mexendo,
vai mexendo,
até dar conta de tomar conta do coração inteiro...
e dói um pouco
vai doendo
vai doendo
vai doendo tanto...
Meu Deus...
por que tanta saudade assim?

Nilson Antônio da Silva
Santo Antônio do Monte - Minas Gerais - Brasil

sábado, 17 de agosto de 2013

Palavras humanas falham...


Às vezes, 
fico pensando como as pessoas são, 
de fato, 
no íntimo de suas almas.
E vejo que, 
realmente, 
não há sombra escura no coração que o sol não consiga revelar
ou que o tempo não venha mostrar ao mundo.

Às vezes, fico pensando nisso... 
e dói ver que as pessoas são assim mesmo, 
capazes de um dia dizer palavras doces 
e em outro transformar em nada essas mesmas palavras 
antes agradáveis.
As palavras humanas falham...

E, tendo entendido isso, 
vem o conforto de Deus cujas palavras 
“são favos de mel, doces para a alma, e saúde para os ossos.”

Nilson Antônio da Silva
Santo Antônio do Monte - Minas Gerais - Brasil

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Se não for feito assim...


Cartas lidas devem ser jogadas fora...
fotos velhas devem ser jogadas fora...
sms recebidas devem ser deletadas...
conversas antigas devem ser apagadas...
se não for feito assim, 
a gente acaba ficando triste...
e acaba doendo muito...
queiramos ou não...

Nilson Antônio da Silva
Santo Antônio do Monte - Minas Gerais - Brasil

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Saudades


Saudades dos sonhos que passaram
das luzes que se apagaram
de quando meu coração estava despedaçado
Saudade da alegria
do perfume das flores
das canções que ouvia
dos livros que eu lia
Saudade das noites mal dormidas
do bicho papão
dos pesadelos que tinha
da moça que caía
Saudade do tempo em que queria virar celebridade
Saudade, do meu pé de abacate...


Flávia Almeida
Santo Antônio do Monte - Minas Gerais - Brasil

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Sem motivo para sorrir...


Sem motivo para sorrir,
Vejo que a vida passou e me deixou esperando aqui,
Fábulas me diziam o quão importante era a vida,
E o quando nos dava alegria.

E agora o que faço sentado aqui no ponto?
Esperar alguma coisa ?
Não sou e nem pareço tonto,
Muito menos idiota, que coisa!

Família, parentes e amigos
São presente ou investimentos?
As vezes eu surto quanto a isso,
E isso não sai do meu pensamento.

Face a face com a vida perguntarei,
Porque me esquecera lá atrás?
O quanto tempo tenho que esperar?
Cansei de esperar, sem mais.

Só espero que dessa vida eu não saia morto.

Terano
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A gente se cansa...



E de repente a gente se cansa.
Cansa de esperar...
Cansa de acreditar...
Cansa de desejar...
Cansa de querer...

E então a gente vai
deixando de esperar...
deixando de acreditar...
deixando de desejar...
deixando de querer...

E, um dia, a gente acaba
se acostumando e
consegue esquecer...

Mas, até que esse dia chegue,
dá vontade de construir
um castelo fortificado para
guardar o coração lá dentro...

Nilson Antônio da Silva
Santo Antônio do Monte - Minas Gerais - Brasil

Mais Poesia à Vida



O sol batendo suave na minha janela de manhãzinha
O cheiro bom de café vindo da cozinha
Um passarinho cantando perto de casa
O latido distante de um cachorro na vizinhança
Crianças brincando na quadra da escola
Fazendo tanto barulho... mas com tanta paz... tanta inocência...
Mostrando que o mundo ainda é um lugar bonito

É preciso levantar
Trabalhar... correr... decidir... conversar...
Andar depressa...
O dia começa... e avança...
Mas nunca me esqueço do sol entrando de mansinho em meu quarto
Porque minha vida é vivida
Sempre... sempre...
Com mais poesia.

Nilson Antônio da Silva
Santo Antônio do Monte - Minas Gerais - Brasil 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A felicidade comeu minha alma...



A felicidade comeu minha alma
Como fruta fresca de outono
A minha vida segue um rumo sem destino
Como eu não fosse mais o dono

Caminho complicado e cheio de curvas
Linha tênue do desfiladeiro
Me sinto um equilibrista
Entre o que vivo e o que é verdadeiro

Como passa a hora
Como passa o tempo
As vezes de pressa, as vezes lento
Tão lento pior que dia sem vento

Triste historia a minha
Onde só tenho um verão de felicidade no ano
Pois o resto do calendário
Se faz inverno desde a primavera até o outono

Mas nessa época do ano se faz sol
Tão forte como os dias frios de inverno
E agora me preocupo com a alegria
Antes que tenho que pôr o terno

Terno sujo de solidão,
Trabalho e concentração
Onde não posso ser feliz
Nem demonstrar emoção

Triste maneira de viver
É trabalhar pra comer
E não se divertir
E ter prazer

E que venha mais férias com sol
Felicidade, emoção no coração
Ter tudo nas mãos
E que não seja só nesse verão.


Terano
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil