quarta-feira, 3 de junho de 2015

Também eu vou para Pasárgada

“Vou-me embora pra Pasárgada”
Afinal, também eu sou amigo do rei
Lá terei...
Perdoe-me o atrevimento, Manuel
Mas, quero prosseguir declamando seu poema
do meu jeito:
“Vou-me embora pra Pasárgada”
Lá terei rede ou berço de ímpar esplendor
onde eu possa descansar pela manhã ou no entardecer,
ouvindo as ondas do mar
e contemplando a imensidão do céu.
Lá em Pasárgada
Poderei sair cantando e dançando na chuva
sem medo de me constipar.
Em Pasárgada
poderei ser eu mesmo,
não mais precisarei fazer coisas que não quero,
farei, apenas, as coisas de que mais gosto
nos momentos que eu mesmo determinar.
Lá não haverá relógio;
Não haverá cobranças nem exigências.
O único saber será a poesia;
Os mestres, os poetas.
Não sei quando irei embora para Pasárgada...
Enquanto espero meu dia chegar
Sonho, dormindo ou acordado,
com esse meu reino encantado
que espero um dia habitar.
Quem sabe, Manuel,
Seremos vizinhos por lá
já que por sorte
o destino nos fez a ambos
amigos do rei
e por privilégio,
em Pasárgada podemos morar.
Até breve!

Yuri Lamounier Mombrini Lira
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil