Afinal,
também eu sou amigo do rei
Lá
terei...
Perdoe-me
o atrevimento, Manuel
Mas,
quero prosseguir declamando seu poema
do
meu jeito:
“Vou-me
embora pra Pasárgada”
Lá
terei rede ou berço de ímpar esplendor
onde
eu possa descansar pela manhã ou no entardecer,
ouvindo
as ondas do mar
e
contemplando a imensidão do céu.
Lá
em Pasárgada
Poderei
sair cantando e dançando na chuva
sem
medo de me constipar.
Em
Pasárgada
poderei
ser eu mesmo,
não
mais precisarei fazer coisas que não quero,
farei,
apenas, as coisas de que mais gosto
nos
momentos que eu mesmo determinar.
Lá
não haverá relógio;
Não
haverá cobranças nem exigências.
O
único saber será a poesia;
Os
mestres, os poetas.
Não
sei quando irei embora para Pasárgada...
Enquanto
espero meu dia chegar
Sonho,
dormindo ou acordado,
com
esse meu reino encantado
que
espero um dia habitar.
Quem
sabe, Manuel,
Seremos
vizinhos por lá
já
que por sorte
o
destino nos fez a ambos
amigos
do rei
e
por privilégio,
em
Pasárgada podemos morar.
Até
breve!
Yuri
Lamounier Mombrini Lira
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil


Nenhum comentário:
Postar um comentário