domingo, 27 de maio de 2012

Caminhei Muito...



Caminhei muito...
Caminhei por estradas que se perdiam em inúmeras curvas,
Atravessavam montanhas, vales e rios
Almejando um horizonte distante e difuso...

Andei muito...
Tantas vezes meus pés cansados pediram repouso,
Meu olhar triste suplicou companhia,
Meu corpo exausto desejou serenidade...

Eu quis parar...
Muitas vezes desistir!
A alma já não aguentava a dor do coração;
O coração já não suportava a dor da alma.

Mas não parei!
Nunca parei...
Caminhei muito.
Andei muito.

Vi o dia morrer e a noite nascer,
Ouvi o pio da coruja e o canto do bem-te-vi,
Molhei os pés no riacho
E levantei os olhos em busca do horizonte.

Nilson Antônio da Silva

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