Caminhei
muito...
Caminhei
por estradas que se perdiam em inúmeras curvas,
Atravessavam
montanhas, vales e rios
Almejando
um horizonte distante e difuso...
Andei
muito...
Tantas
vezes meus pés cansados pediram repouso,
Meu
olhar triste suplicou companhia,
Meu
corpo exausto desejou serenidade...
Eu
quis parar...
Muitas
vezes desistir!
A
alma já não aguentava a dor do coração;
O
coração já não suportava a dor da alma.
Mas
não parei!
Nunca
parei...
Caminhei
muito.
Andei
muito.
Vi
o dia morrer e a noite nascer,
Ouvi
o pio da coruja e o canto do bem-te-vi,
Molhei
os pés no riacho
E
levantei os olhos em busca do horizonte.
Nilson Antônio da Silva


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