terça-feira, 29 de maio de 2012

E então fazia frio lá fora...



E então fazia frio lá fora, mas não tão frio quanto aqui dentro do peito. E me disseram que a função do coração era bombear sangue... então mentiram. 
Desde pequenos somos destinados a sofrer por pessoas que não sabem retribuir o mínimo de afeto possível, pessoas que não dariam a cara a bater, ou um ombro para nos sustentar nos dias em que sentimos o peso do mundo sobre nossas costas. Desabamos, levantamos e continuamos. Nunca inteiros, sempre quebrados... às vezes, apenas o que restou de toda aquela desilusão amorosa. 
A criança cresceu, amou e sofreu. Parou de sonhar com um mundo onde todos amavam e enfrentou a realidade. Logo de início estapearam sua cara e lhe mostraram que não existiam contos de fadas, nem finais felizes. Apenas finais. Sempre finais.
“Criança, não chora, por favor...” dizia aquele que o fazia sofrer. Sem nem perceber, pequenos gestos faziam grandes saudações... Será que realmente alguém se importava com ele? Ou seria, sobretudo, uma pergunta rotineira, que se faz todo dia com qualquer um com quem ele converse? E quando percebeu já estava amando... DROGA. Não, não amava esta pessoa por ela ser perfeita. Não, ela não era perfeita. E isso que fazia tudo valer a pena. Amor... mais uma vez amor?
Apaixonando-me pelas suas qualidades e me identificando com os seus defeitos. Era assim, a cada atitude dele. A cada sorriso... ah... o seu sorriso. E então começou nossa história. A sua história, a minha história. Um singular de plural. 
Debruçado sobre as lágrimas que deixam meu travesseiro úmido penso em lhe escrever tudo que penso a seu respeito. Mas você se tornou tudo para mim, e seria impossível descrever tudo que sinto quando o vejo.
Aquelas borboletas que em meu estômago habitam, tornaram-se pássaros... e estão me machucando. Você me machuca quando está triste, me faz bem quando está feliz, ou pelo simples motivo de existir e de me desejar bom dia. 
Estes foram meus rabiscos da madrugada. Singelos rabiscos direcionados ao meu motivo de viver. Ao motivo da minha alegria, o motivo do meu sorriso, o motivo de tudo estar como está, e eu estar adorando viver cada dia. 
E só lhe peço uma coisa... seja forte, seja você, seja único. Continue assim. E não se esqueça de mim...
Obrigado por existir!

Otávio Augusto Firmino Tavares
Lagoa da Prata - Minas Gerais - Brasil

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