quarta-feira, 27 de junho de 2012

O Sopro da Morte


Das minhas mãos correm sangue
Das batalhas lutadas
Das vitórias não gloriosas
Dos amigos perdidos

Oh! Quão cego me ponho em sua frente
E deixo as palavras ficarem mudas
Deixo também o berro do silêncio reinar

Que vida pacata esta que levo
Nem pouca coisa me faz animar
Nem o brilhar do sol
Ou mesmo os raios de luar,
E como Lobo Solitário vivo,
e como ele, morrerei.
Mas ainda que me venha o sopro da morte me lembrarei:
Dos amores que não tive
Das esperanças desperdiçadas
Da lealdade que mantive
Das pessoas, lembrarei não o que falaram, mas sim os atos que me iludiram.

Quando vier o sopro da morte,
Que venha de uma vez e me tire tudo
Nas deixe somente a lealdade que tenho
Para que não me possa deixar fugir de todas as minhas responsabilidades
de todas elas, até a da morte...

Espero que não me agonize
Espero que não seja demorada
Espero que não me mate
Espero que não me deixe vivo

Ao Sopro da Morte escrevo...

Prince Terano
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil

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